Há palcos que nascem destinados à glória, e o lendário Philippe-Chatrier é um deles. Durante a semana de 6 a 13 de setembro, Roland Garros transformou o seu templo do ténis na casa de uma das competições mais prestigiadas do Premier Padel: o Alpine Paris Major, que hoje, dia 13, baixou o pano com finais carregadas de emoção.
O relógio marcava 1h11 de jogo quando Ariana Sánchez e Andrea Ustero largaram as raquetes para celebrar a vitória que acabavam de conquistar. Em apenas dois sets (6-2, 6-0), as terceiras cabeças de série anularam qualquer tentativa de reação de Claudia Fernández e Martina Calvo, que não conseguiam encontrar boas sensações em campo.
Mal começou o encontro, as jogadoras orientadas por Ángel González quebraram o serviço adversário para se colocarem a vencer por 2-0. Do outro lado, as de Pablo Semprún, que já tinham feito história na tarde anterior ao tornarem-se a dupla mais jovem a alcançar uma final de um Premier Padel Major, tinham agora pela frente a oportunidade de alcançar outro marco: ser a dupla mais jovem a conquistar um torneio desta categoria.
Mas Sánchez –bicampeã em Paris em 2023 e 2024 ao lado de Paulita Josemaría– e Ustero –que em 2024 ficou a um passo da glória com Delfi Brea– não estavam dispostas a ceder terreno. Com uma exibição irrepreensível, aumentaram o seu domínio e fecharam o primeiro set com um expressivo 6-2.
O impacto afetou as número quatro, privadas da potência que as distingue e longe da imagem dominante com que o público as identifica. Não foi necessário um terceiro set: com autoridade absoluta, as catalãs carregaram a fundo no acelerador e encadearam três breaks consecutivos para sentenciar a final com seis jogos seguidos e sem resposta.
«Estamos muito contentes por termos ganho o título, mas ainda mais pelo nível que mostramos juntas. Quando tiramos o melhor de nós, somos uma dupla muito difícil e completa», afirmou Ari Sánchez na conferência de imprensa após o encontro.
O desafio não era pequeno. Ambas sabiam que do outro lado teriam um duo em grande forma: «A Claudia e a Martina estão a jogar um padel incrível, muito sólidas. Sabíamos que tínhamos de ser mais sólidas do que elas, inteligentes, mas também mais agressivas», explicou a catalã.
Andrea Ustero partilhou a alegria e valorizou o trabalho da equipa, além da importância pessoal do triunfo: «Desta vez valorizo-o muito mais: há quatro anos que jogo em Roland-Garros e nunca o tinha ganho. Mantive a mesma vontade de melhorar e de continuar a aprender. Hoje entrámos muito ligadas desde o início e viu-se todo o trabalho que temos vindo a fazer, juntamente com toda a equipa».
Com este triunfo, a reusense e a barcelonesa somam o seu terceiro título da temporada –depois de Riade P1 e de Valência P1–, acompanhado de um prémio de 48 700 € e 2 000 pontos para cada uma. Pontos de grande valor que encurtam distâncias rumo à fase final da época, embora a classificação por duplas não sofra alterações. No ranking individual da FIP, a história é diferente: Ari Sánchez sobe dois lugares e instala-se no terceiro posto, enquanto Paulita Josemaría desce até ao quinto.







