Alpine Paris Major 2026: meias-finais e novo recorde

Termina a jornada das meias-finais em Roland-Garros. No domingo, 13 de setembro, começam as finais às 14:00
Meias-finais do Alpine Paris Major 2026 do Premier Padel
Jogos das meias-finais do Alpine Paris Major 2026 | FOTOGRAFIA DE PREMIER PADEL

No sábado, 12 de setembro, o court Philippe Chatrier viveu a jornada das meias-finais do Alpine Paris Major 2026, marcada pela intensidade da alta competição. O último turno ofereceu um duelo de máxima tensão entre Galán e Chingotto e a dupla número seis, formada por Di Nenno e Navarro, que esteve perto de surpreender. Ainda assim, o grande golpe do dia teve assinatura de Martina Calvo e Claudia Fernández: duas jovens promessas que, com um jogo sólido e inteligente, derrubaram as líderes do ranking e estabeleceram um recorde histórico ao tornarem-se a dupla mais jovem a disputar uma final de um Major.

Ustero y Sanchez en Paris en la semi finale
Ariana Sanchez y Andrea Ustero | FOTOGRAFÍA de Premier Padel

O primeiro jogo do dia não podia começar com mais emoção. Sofia Araújo e Marta Ortega, que tinham protagonizado a grande surpresa no quadro feminino ao eliminarem, na ronda anterior, as segundas cabeças de série, Paula Josemaría e Bea González (2-6, 7-6 e 7-6, em 3H14), chegaram decididas a repetir a façanha, desta vez frente às número três, Ari Sánchez e Andrea Ustero.

As ‘Lupitas’ entraram com força, bem compenetradas e precisas. A qualidade do seu jogo, assente num harmonioso trabalho de equipa, deu brilho à modalidade e conquistou a bancada desde o primeiro instante. O momento-chave chegou no sexto jogo: o break conseguido no serviço de Sánchez foi determinante para vencerem 7-5 no primeiro set da sua primeira meia-final desde que voltaram a formar dupla no P1 de Pretória 2026.

Ainda assim, Ariana Sánchez e Andrea Ustero, movidas pela ambição de transformar a nona meia-final consecutiva no passaporte para a primeira final desde Valladolid P2 2026, mantiveram-se firmes em campo. Entraram no segundo set com determinação e conseguiram um break no primeiro jogo. Com a pressão a aumentar sobre os ombros da dupla luso-espanhola – traduzida em erros em cadeia –, as terceiras cabeças de série fecharam o set por 6-4. O terceiro e último set foi rápido. Break atrás de break, Sánchez e Ustero ganharam o encontro por 6-1.

Com esta vitória, Andrea Ustero volta a marcar presença na final do Paris Major, fase que já tinha alcançado em 2024 ao lado de Delfi Brea. Para Ariana Sánchez, é a oportunidade de revalidar o título conquistado em 2023 com Paula Josemaría.

Resultado final: Sánchez / Ustero (3) 5-7, 6-4, 6-1 Ortega / Araújo (5)

Arturo Coello y Agustin Tapia tras ganar a Augsburger y Lebrón en las semifinales del Alpine Paris Major 2026
Arturo Coello y Agustin Tapia tras ganar a Augsburger y Lebrón en las semifinales del Alpine Paris Major 2026 | FOTOGRAFÍA de Premier Padel

A boa maré parisiense dos ‘Golden Boys’ mantém-se intacta. Desde 2023, ano em que formaram dupla, o Paris Major tornou-se uma constante no seu palmarés, e tudo indica que, esta época, a história se pode repetir.

Depois de caírem nos quartos de final do Madrid P1 frente a Nieto e Yanguas, Coello e Tapia chegaram à capital francesa com uma ameaça iminente na luta pelo número um do RACE. No entanto, nem a pressão nem o ímpeto dos terceiros cabeças de série, Leo Augsburger e Juan Lebrón – que não lhes quebram o serviço desde o P2 de Bruxelas –, conseguiram vergá-los.

Nos instantes iniciais, marcados pela troca de bolas e pela adaptação ao campo, Augsburger e Lebrón criaram uma oportunidade de break no serviço dos número um, mas não a concretizaram. O equilíbrio manteve-se até ao 12.º jogo, momento em que Tapia e Coello, letais na primeira ocasião, aproveitaram um deslize dos terceiros cabeças de série para vencerem o set por 7-5.

No segundo set, Coello e Tapia deixaram claro porque são os número um: não exibiram a melhor versão, mas, ainda assim, souberam virar o encontro com autoridade. Não deram margem às transições de Lebrón nem ao jogo agressivo de Ausburger, e um break no sexto jogo bastou para selar a vitória por 6-3.

Resultado final: Tapia / Coello (1) 7-5, 6-3 Augsburger / Lebrón (3)

Martina Calvo y Claudia Fernández
Martina Calvo y Claudia Fernández celebrando el pase a finales del Alpine Paris Major 2026 | FOTOGRAFÍA de Premier Padel

A dupla é jovem – em idade – e recente – na parceria, com estreia no Pretoria P1 desta temporada –; no entanto, não é a primeira vez que defronta as número um do mundo, nem tão-pouco que as vence. A diferença é que, com esta vitória, Martina Calvo e Claudia Fernández tornam-se a dupla mais jovem a alcançar uma final de um Premier Padel Major.

Calvo e Fernández precisavam de jogos e de horas em campo para ganharem ritmo e confiança, depois de terem deixado escapar a final do Madrid P1 (frente a Josemaría e González). No jogo de hoje, mostraram ter recuperado sensações. Apesar das várias tentativas de break por parte de Gemma Triay e Delfi Brea, as quartas cabeças de série voltaram a impor-se: souberam defender o serviço, atacaram com acerto e, com potência e intensidade, conseguiram um break que lhes permitiu fechar o primeiro set por 6-4.

No segundo set, a dupla orientada a partir do banco por Pablo Semprun manteve a potência e abriu uma vantagem de 5-1 no marcador. Triay e Brea tentaram a recuperação, mas Fernández e Calvo não deram margem: fecharam com autoridade o 6-2 e, com ele, o bilhete para a final do segundo Major do ano.

Amanhã, 13 de setembro, a madrilena e a navarra disputam a terceira final como dupla, na qual vão defrontar as número três, Ari Sánchez e Andrea Ustero, às 14:00, no icónico court Philippe-Chatrier.

Resultado final: Fernández / Calvo (4) 6-4, 6-2 Triay / Brea (1)

Galán y Chingotto
Ale Galán y Fede Chingotto | FOTOGRAFÍA de Premier Padel

Os responsáveis por fechar a jornada do dia 12 não desiludiram. Di Nenno e Navarro, que entraram em campo em grande para disputar a primeira meia-final de um Major nesta temporada, mediram forças com os número dois. E, embora o desfecho não tenha sido favorável aos comandados de Lucas Centurión, saem com pontos suficientes para encarar o Rotterdam P2 como dupla número quatro.

O sevilhano e o jogador de Ezeiza começaram com autoridade, ganhando uma vantagem inicial de 3-0. No entanto, Chingotto e Galán reagiram a tempo, igualaram e deram a volta ao marcador para vencerem o primeiro parcial por 7-5.

O segundo set foi um espelho do primeiro: Ale e Fede voltaram a ficar encostados às cordas com 0-2. Mas os pupilos de Jorge Martínez deram um golpe de leme, assinando uma série de seis jogos seguidos para fecharem o set com um expressivo 6-2.

Com este resultado, fica confirmado que haverá ‘superclássico’ na final de Roland Garros (não antes das 16:30). Com 2 000 pontos em jogo e a luta pelo número um do RACE em aberto, o encontro de amanhã marcará a 11.ª final do ano entre ambas as duplas – e a 39.ª em toda a sua história –.

Resultado final: Galán / Chingotto (2) 7-5, 6-2 Di Nenno / Navarro (6)

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