A dois meses do final da temporada, a margem de erro começa a estreitar-se. De 23 a 31 de outubro, o Kuwait Major surge no calendário como uma das últimas grandes oportunidades para reduzir distâncias na luta pelo número um e escalar posições no Race. Não estava destinado a ocupar este lugar: concebido inicialmente como um P1, o torneio ascendeu à categoria Major após o cancelamento da prova prevista em Doha. O resultado traduz-se numa semana de competição intensa, com 2 000 pontos em disputa e um quadro desafiante que promete testar as principais duplas do circuito.
No entanto, o quadro masculino sofreu uma baixa importante antes do início da competição.Ale Galán e Fede Chingotto, segundos cabeças-de-série, não disputarão o Kuwait Major devido a uma lesão do jogador madrileno. A retirada da dupla hispano-argentina foi confirmada a 24 de outubro, não apenas pela Premier Padel, mas também através das redes sociais do próprio jogador – onde anunciava que não poderia competir e expressava o seu desejo de regressar em breve ao court. Por agora, não foi publicamente determinado o alcance da lesão.
Os número dois, que no ano passado conquistaram a primeira FIP World Cup Pairs nesse mesmo palco, serão, desta forma, substituídos por uma dupla Lucky Loser. Além disso, a sua retirada altera o panorama competitivo na parte inferior do quadro. Franco Stupaczuke Jon Sanz, quartos cabeça-de-série, veem o seu caminho para a final mais desimpedido. Atendendo à distribuição das duplas favoritas, o seu maior desafio seriam Fran Guerrero e Javi Leal, que surgem entre os possíveis adversários nos quartos de final, desde que ambas as duplas superem os seus confrontos anteriores.
Na parte superior do quadro, Agustín Tapia e Arturo Coelloaterraram no Kuwait após conquistarem quatro títulos consecutivos: o Major de Paris, os P2 de Roterdão e de Düsseldorf e o P1 de Milão. Os ‘Golden Boys’ voltam a partir como cabeças-de-série e, à sua frente, o sorteio reservou-lhes um caminho exigente.
A sua estreia chegará nos dezasseis avos de final, contra os vencedores do encontro entre Francisco Gile Ramiro Valenzuela, por um lado, e Flavio Abbatee Franco Dal Bianco, por outro. O sorteio, no entanto, não lhes concede muita margem para relaxar. Na mesma metade do quadro estão Coki Nieto– que regressa de uma lesão que lhe impediu participar nos dois últimos torneios – e Mike Yanguas, sextos cabeças-de-série, com quem poderiam cruzar-se nos quartos de final. Além disso, Juan Lebróne Leo Augsburger, terceiros favoritos e recentes finalistas em Milão, surgem como possíveis adversários nas semifinais, se se confirmarem as previsões do ranking.
Uma possível sexta semifinal entre os número dois e três do mundo
O quadro feminino também apresenta vários confrontos de grande interesse. Um dos principais atrativos é a possibilidade de Paula Josemaría e Bea González, segundas cabeças-de-série, defrontarem nas meias-finais Ari Sánchez e Andrea Ustero, terceiras favoritas e recentes campeãs do P1 de Milão.
Ao longo da temporada, ambos os pares defrontaram-se em oito ocasiões: três finais, disputadas nos P2 de Valladolid e Roterdão e no P1 de Milão, e cinco semifinais. Após o sorteio do dia 23 de outubro, o destino quis que ambos ficassem na parte inferior do quadro, para disputar uma eventual sexta semifinal se vencerem todos os seus jogos anteriores.
Nos confrontos das meias-finais disputados até à data, o saldo favorece Josemaría e González, com três vitórias e duas derrotas. A dupla impôs-se a Sánchez e Ustero em Miami P1, Newgiza P2 e Buenos Aires P1, enquanto que cedeu perante elas em Gijón P2 e no Major de Itália. Uma nova vitória das número três na prova do Kuwait igualaria o saldo de meias-finais entre ambas as duplas.
Para alcançar esse hipotético encontro, Josemaría e González ainda esperam o adversário dos oitavos de final e poderiam ter um cruzamento de quartos de final com Alejandra Salazar e Aranzazu Osoro, oitavas cabeças-de-série. Por seu lado, Sánchez e Ustero poderiam estrear-se nos oitavos de final contra Verónica Virseda e Martina Fassio, para depois enfrentar Tamara Icardo e Claudia Jensen nos quartos, desde que se cumpram as previsões do ranking.
Na parte superior, Gemma Triay e Delfi Brea partem como primeiras cabeças-de-série e com a ambição de conquistar o seu sétimo troféu da temporada, o primeiro desde o Madrid P1. A dupla poderá estrear-se frente a Jessica Castelló e Maria Eulalia Rodríguez. Na mesma metade encontram-se Claudia Fernández e Martina Calvo, quartas cabeças-de-série, que no seu primeiro jogo poderão defrontar Jimena Velasco e Raquel Eugenio. Se ambas as duplas cumprirem a sua condição de favoritas e superarem os respetivos encontros, Triay e Brea poderão enfrentar Fernández e Calvo nas meias-finais.
O sorteio permite assim imaginar umas meias-finais muito atrativas, tanto no torneio masculino como feminino. No entanto, o quadro terá agora de confirmar em campo o que o papel antecipa.
2 000 pontos e um prize money superior a um milhão de euros
Disputado de 23 a 31 de outubro, o torneio tem como sede The Arena Kuwait, que já recebe os jogadores das fases prévias nas suas quatro pistas cobertas. Será a partir de 25 de outubro que começará o quadro principal, o qual é composto por 48 pares no masculino e 40 no feminino.
De acordo com a ficha oficial do torneio, por se tratar da categoria Major, será atribuído um prize money de 1 044 849 euros. Deste valor, cada vencedor/a receberá 48 700 euros, de acordo com o Rulebook da competição. Quanto à bola oficial, ambos os quadros disputar-se-ão com a Bullpadel Next Pro.
Onde ver o Kuwait Major
A partir de 25 de outubro, a competição poderá ser seguida gratuitamente através do canal oficial de YouTube do Premier Padel até aos oitavos de final. A partir de 28 de outubro e até às finais, a transmissão ficará a cargo da Red Bull TV, também em acesso livre.







