Lucía Sainz

Lucía Sainz

1. Há quantos anos jogas padel?

R: Tive a sorte de que no meu clube havia um campo de padel desde que eu era pequena, por isso desde os 8 ou 10 anos que jogo padel, mas o meu primeiro desporto foi o ténis. Então, no início, jogava mais por passatempo com os meus pais e irmãos e, depois, é verdade que a responsável pela secção de padel do clube levava-nos aos campeonatos de Espanha de jovens. Naquela altura éramos oito pares – imagina – e era o melhor fim de semana do ano.

2. Como encaras o padel na tua vida: como desporto, desporto de alta competição ou profissão?

R: Tive várias fases, mas, neste momento, como uma profissão.

3. De 1 a 8, qual é o grau de equilíbrio que tens entre a tua vida pessoal e o padel?

R: Pois, terias de perguntar à minha família e ao meu parceiro, porque acredito que é 8 de padel e 1 de vida pessoal.

4. Consideras que o padel é um desporto coletivo ou individual?

R: Deveria ser coletivo ou de pares, mas, neste momento, é um desporto individual jogado a pares. E acho que os jogadores que se adaptarem mais rapidamente ao facto de se jogar em coletivo e de que é um desporto coletivo, terão melhores resultados.

5. Quantas vezes treinas por dia?

R: Vamos ver, tens de contar que sou quase veterana. Então, agora olho muito para o tema das cargas, mas, normalmente, treino 1h 30m ou 2h de padel e 1h ou 1h 15m de físico.

6. Qual parte do treino gostas mais: físico, técnico ou tático?

R: Gosto muito dos três. O que menos diria que gosto é jogar pontos nos treinos. Com o passar dos anos e, sobretudo, graças à Gemma Triay – que era muito competitiva nos treinos –, acabei por começar a gostar mais. Ainda assim, custava-me, mas é verdade que, para depois poder jogar, é preciso treinar isso.

7. Qual é o lado do campo em que te sentes mais confortável a jogar: esquerdo ou direito?

R: Pois olha, eu gosto da esquerda; cada vez que vou para a esquerda, o meu rosto ilumina-se. Mas agora estou a jogar na direita, jogo na direita há anos e sinto-me confortável. No entanto, acho que no lado esquerdo vejo mais coisas e divirto-me muito.

8. Consideras que tens de melhorar o teu jogo coletivo: sim ou não?

R: Sim, sim, claro. Creio que ainda posso melhorar individualmente, que posso ir acrescentando pequenas coisas, mas o coletivo é o mais importante; o conseguir coordenação com o parceiro.

9. Qual é o gesto técnico que mais gostas de aplicar em jogo?

R: Gosto muito do volei de esquerda e do “chancletazo”.

10. Qual é o gesto técnico que mais tens de trabalhar?

R: A víbora.

11. Qual a parte do jogo que tens de entender melhor: defesa, ataque ou contra-ataque?

R: Um pouco de tudo, eu diria. Pode-se continuar a melhorar. É verdade que, na defesa, sinto-me confortável; no contra-ataque também… mas talvez [precise compreender melhor] o contra-ataque mais no estilo do que os jovens fazem. Ou seja, chiquita e subir, isso já faço, mas eles são mais impulsivos e talvez esse contra-ataque seja o que eu deveria fazer.

 

Num torneio…

12. Preferes jogar indoor ou outdoor?

R: Indoor é mais fácil porque já se conhecem as condições, mas acho divertido ver como se joga tanto em indoor como em outdoor e como os jogadores se adaptam –o que não é fácil–.

13. Preferes um campo lento, semi-rápido ou rápido?

R: Semi-rápido.

14. Preferes jogar de manhã, à tarde ou à noite?

R: De manhã. Se puder ser o segundo turno das 10h é perfeito; o das 9h custa muito.

15. Num torneio, treinar e jogar em diferentes tipos de campo influencia o teu jogo: sim ou não?

R: Sim, sim, sim, não tem nada a ver. Além disso, é impressionante porque no Premier Padel, por exemplo, os campos, embora estejam um ao lado do outro e montados da mesma forma, são, mesmo assim, diferentes e não é algo que se consiga entender, mas é isso que acontece.

16. Como parceria, estudam os adversários antes dos jogos: sim ou não?

R: Sim, a diferença entre agora e há alguns anos é que temos a possibilidade de estudar os adversários, uma vez que quase todos os jogos são transmitidos, e isso é uma vantagem.

17. Nos torneios preferes ter a presença de um treinador: sim ou não?

R:Sim, sem dúvida nenhuma. Acho que te escapa uma parte que é importante e da qual ele tem de se encarregar.

18. Quando tens o treinador nos torneios, o que é que gostas de ouvir no tempo de descanso: incentivos, uma crítica construtiva ou tática a aplicar no momento do jogo?

R: Tudo isso. Enquanto for positivo, como disseste, que seja construtivo… não importa. No fim, os três temos de procurar o mesmo, que é tentar ganhar, custe o que custar.

 

Foro psocológico

19. No foro psicológico, o que sentes que tens que trabalhar mais para melhorares a tua performance: frustração, ansiedade ou confiança?

R: Um pouco de tudo. Mas, neste momento, talvez seja, provavelmente, a frustração.

20. Qual o grau de influência que o público tem na tua adrenalina: nenhuma, pouca, razoável ou muita influência?

R: Gosto muito que haja público e que animem. Um dos melhores jogos de que me lembro e do qual digo «Uau, foi incrível!» foi no Sant Jordi, em casa, cheio. Ganhar lá é incrível! E animar o público e ouvir as pessoas gritarem, adoro.

21. Qual o grau de influência que o público tem na tua concentração no jogo: nenhuma, pouca, razoável ou muita influência?

R: Pois… disperso-me um pouco; bem, dispersar não, mas é verdade que reparo em tudo, que observo muito e isso ajuda-me. No entanto, tenho de estar concentrada e aprendi, ao longo dos anos, a não me desconcentrar tanto.

22. De 1 a 8, qual é o teu grau de aceitação quando o adversário te manda a bola ao corpo?

R: Uau, agora já consegui assimilar isso. O que me frustra é não o fazer.

23. De 1 a 8, que influência tem para ti uma derrota?

R: Depende da derrota. Agora já assimilo que faz parte do jogo, por isso diria um 3 ou um 4, para uma aprovação. Pode ser que passe mal o dia e talvez também parte do seguinte, mas também sigo em frente rapidamente, porque o mau ou o bom disto é que, cada dia ou cada semana, temos uma nova oportunidade.

24. De 1 a 8, que peso atribuis ao momento de servir para fechar o set?

R: 8.

25. E o que mudas no teu comportamento nessa altura: autoestima, concentração individual, concentração em grupo…?

R: Tento concentrar-me no primeiro serviço, pois é muito importante e há momentos em que não lhe damos a importância que deve ser dada.

26. Quanto tempo demoras a recuperar de um desempenho menos bom: minutos, horas, dias ou meses?

R: Depende, mas dir-te-ia que, se jogo de manhã, à tarde já estou cansada e, dependendo da derrota, antes custava-me muito dormir. Mas no dia seguinte já viras a página.

 

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